quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Graça X Juízo X Informação

Dia desses ouvi algo realmente fenomenal. Fantástico e simples.
A questão envolve três conceitos básicos: a Informação, a Graça e o Juízo. Em tempos de overdose de informações de tudo quanto é jeito, todos acabam achando que sabem demais e querendo saber mais ainda. E é aí que entra os outros dois conceitos. Em qual período você está? Na Graça ou no Juízo?
Se você está no Juízo, você se sentirá no direito de querer se informar ao máximo a fim de definir um "lado", de encontrar o certo e o errado. Sim, você pode usar uma série de desculpas interessantes e até justificáveis para ir cada vez mais fundo em assuntos que simplesmente não te dizem respeito. Como já diz o pensador Etzione, informação é poder. Então eu me pergunto: para que desejar esse poder? Para emitir juízo de valor?
Se você está na Graça, a ânsia pela informação perde sua importância, aliás, ela encontra o lugar devido. O olhar movido pela Graça tira o outro do foco. A Graça traz identificação, amor e não julgamento. A Graça desfaz o orgulho impiedoso do Juízo e traz respostas poderosas à perguntas que não querem calar. Se o Juízo pergunta: "Você ficou sabendo?". A Graça responde: "Não. E nem quero. Não me diz respeito".
O Juízo é cruel. A Graça é perdão. O Juízo mata. A Graça traz vida. O Juízo aprisiona. A Graça liberta.

7 comentários:

Anônimo disse...

aiii
olha sem palavras..
q textoo lindoo..
com ctz guardado a 7 chaves no coracao...lindo d+

Anônimo disse...

Bacana, Bru.

Definitivamente eu quero a Graça! Você deu dicas no seu texto: "O olhar movido pela Graça tira o outro do foco", mas eu gostaria de complementar dizendo que o caminho do juízo para a graça está no simples exercício de se colocar no lugar do objeto do nosso julgamento.
E isso exige o mínimo de esforço. O simples fato de eu tentar me colocar no lugar do outro... Com suas circunstâncias, desafios, dramas, pressões, etc. já é o bastante pra eu sacar que talvez a situação do outro não é tão simples quanto eu pensara.

E no mais: Bom texto!

Anônimo disse...

Que filosófico! hehe

De fato, essa dicotomia Graça x Juízo se manifesta nas mais diversas (senão em todas) áreas de nossas vidas. E é interessante ver essa abordagem em relação ao mercado de informações.

Mercado porque, numa sociedade capitalista, tudo nos é apresentado como produto. E não poderia ser diferente com a informação.

Se por um lado há os sedentos que buscam o conhecimento até mesmo do desnecessário - como vc coloca - por outro existem aqueles que possuem - ou simulam possuir, já que este "produto" não é algo tão palpável - a informação e que a barganham como se faz com um quilo de farinha.

Valem as leis de mercado. E a velha lutas de classes entre os que detêm e os que não detêm os "meios de produção".

Resta saber qual lado da balança, neste caso, carece mais de Graça...

Anônimo disse...

Bom, muito bom. Tem cheiro de Phillip Yancey esse post. Mais Graça pra todos nós!

Anônimo disse...

Excelente texto, me fez pensar... e o comentário do Matt completa tudo.

bjo grande!

Anônimo disse...

Interessante sua colocação Bru... engraçado que pra nós, sempre queremos a graça.Mas quanto ao próximo, nosso lado carnal ainda se inclina muito mais para o juízo =/
Que aprendamos a exercer graça também para o próximo, assim como queremos que exerçam graça sobre nós.
Beijos,
Mi

Anônimo disse...

Não só com informações...mas com o maldito "por que das coisas"...
Pela Graça você não quer saber pq, vc confia, acredita, espera!

É...gostei!

;)