segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Ano novo!

E 2009 chegou... E com ele uma decisão: nada de criação de metas para 2009. Preferi escolher ser surpreendida pelas coisa que vierem e encarar os problemas que surgirem. Nada de fazer a tradicional listinha de "Alvos". Por quê? Acho que a vida fica mais simples sem isso. Comparando minhas metas pessoais de 2008 vi que pouco do que idealizei se materializou, enquanto outras coisas que nem cogitei aconteceram de verdade. Então é isso aí!

E que venha muito mais! Para mim e para você!



Feliz 2009!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Hohoho

24 de dezembro. E não é que o Natal chegou? Então, que esses dias de festas sejam bem felizes para você e sua família. Mas manera na comida, hein. Lembre-se que hoje é quarta-feira, e ainda é dia de começar o regime! hehehe.

Hohoho para você tb! :)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Sina nossa

E, de repente eu entrei no blog da Nana, e vi seu último post. Era uma frase... Letra da música "Realejo" do grupo musical "O Teatro Mágico".

Pensei, pensei.... Pô, porque é que todo mundo gosta ou pelo menos já ouviu falar de O Teatro Mágico e eu não? 

Aí, resolvi correr atrás. Achei o som num site que sempre procuro bandas novas e independentes, e o provável aconteceu: A-M-E-I o som deles. 

Gostei mais do segundo cd "Segundo Ato". 

A trupe criada por Fernando Anitelli, se propõe nesta segunda etapa a entrar mais fundo nos debates que cercam a sociedade desigual e desumana que nos rodeia. Procurando explorar a questão do livre compartilhamento das músicas na Internet defendendo a bandeira da música livre, o Teatro Mágico passa a se apresentar com um perfil mais questionador e contestador. 

Nesta nova fase, é como se a trupe chegasse no universo urbano com mais profundidade, como o cotidiano dos moradores de rua citados na canção "Cidadão de Papelão" ou a problemática da mecanização do trabalho, citada no "Mérito e o Monstro" entre várias outras abordagens. Indo mais além, há um debate sutil e, por vias opostas, mordaz, sobre o amontoado de informações que absorvemos , sem perceber, assistindo aos programas de TV. Essas transformações não poderiam, no entanto, encobrir o universo lúdico e fantasioso da trupe, mas sim, acrescentar uma pitada de realismo no conteúdo em geral, incorporando o lema de endurecer sem jamais perder a ternura. 


E, na minha sutil opinião... A melhor música é Sina nossa.

Fica aí a dica para um bom e animador som nessa ótima Segunda-feira.

Beijos!  

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Machado de Assis na Rede Globo

“Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim.” Dom Casmurro

Os olhos mais famosos da literatura brasileira estão reencarnando novamente. Capitu, a enigmática heroína de Machado de Assis, revivida, inúmeras vezes, no cinema, no teatro e na música, ganhou duas intérpretes na TV. São atrizes de estilos diferentes - uma desconhecida e moderna (Letícia Persiles), outra famosa e clássica (Maria Fernanda Cândido) - mas não há dúvidas sobre por que serão as protagonistas das duas fases de "Capitu", nova minissérie da Rede Globo: ambas possuem olhos que ameaçam arrastar e tragar. Perfeitos - e idênticos - olhos de ressaca.

Será um ensaio sobre a dúvida - resume Luiz Fernando Carvalho, que dirigirá a minissérie. Desde o fim de março, os atores, a maioria vinda do teatro, vêm se reunindo para uma preparação de(d/l)icada.

Desde que tomou um susto com o convite do diretor, que a viu num show do Manacá, sua banda que mistura rock com ritmos folclóricos, o diretor teve certeza de que sua procura por uma protagonista terminara, Letícia vem tentando decifrar a Capitu menina que vai interpretar, uma garota meio moleca, mas sedutora, de 14 anos. Letícia diz ter consciência da responsabilidade de interpretar uma protagonista em uma minissérie "global", mas nos ensaios não parecia preocupada com a possibilidade de fama, dizem.

Procurei sentir o frescor da adolescência e remexi minhas coisas, relendo cartas antigas, de namorados - afirma a interprete da Capitu menina, que montou uma caixa com objetos que a têm ajudado nessa descoberta da menina plena de vida. Guardo cartas, luvinhas de renda, elementos da época - diz a atriz, que carregou a caixinha para o telhado do prédio onde mora e para perto do mar, tentando respirar com o peito aberto, como acredita que Capitu fazia.

Mas, não, não adianta esperar que o mistério que assombra a literatura e inspira tratados psicanalíticos (Capitu traiu ou não o marido com seu melhor amigo, Escobar?) tenha uma conclusão na TV. Apesar de dar nome à minissérie, a mulher dos "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" não terá a chance de contar a sua versão da tragédia. Como no livro, ouviremos os fatos de um narrador casmurro e obcecado: Bento, interpretado pelo ator, poeta e apresentador Michel Melamed.

Maria Fernanda também foi construindo aos poucos a sua Capitu - a mulher e a menina terão o mesmo peso nos capítulos. Como Letícia, ela fala com doçura sobre a composição da personagem. E diz que o que menos importa é o dilema da traição.

Vejo a Capitu como uma mulher livre, com sede de vida e coragem para ser feliz. Uma mulher intensa, muito julgada, apontada por todos, mas que segue a vida sem amargura - diz Maria Fernanda, dona de olhares sedutoríssimos (como diria José Dias) e singulares.

Maria Fernanda vem tendo aulas de piano e, acostumada ao ritmo industrial das novelas, tem celebrado uma concepção carregada de significados. - A gente erra junto, joga uma coisa no lixo, guarda outra na gaveta. Cada um tem a sua Capitu - acredita a atriz.

Agora é esperar e conferir.


P.S – E você, já leu Dom Casmurro? Se não, corra logo e vá tomar partido de alguém...