sexta-feira, 19 de setembro de 2008

A minha visão sobre o livro "O Diabo veste Prada"

É uma pena tirar daqui algo tão valioso quanto o som do Ju e do Guty. (Álias, tô com saudades demais. Desde Barra do Piraí, não nos vimos mais. Tô precisando dar uma passada no Appaloosa, ou no Cana, pra deixar um beijo bem básico. Amo vocês, criaturinhas dóceis!).

Mas, se for pra colocar algo bem bacana também, estou aqui. Voltemos ao princípio: Estive conversando com a Julie sobre a nova ditadura sobre ser e parecer ser, e aí, citamos o livro e o filme "O Diabo veste Prada", de Lauren Weisberger e David Frankel respectivamente.



E aí, tirei minhas conclusões.

Pra quem nunca viu esse texto, está aqui.



"Minha análise sobre o livro O Diabo veste Prada".

Sapatos, bolsas, saias, blusas, vestidos e maquiagem. Tudo isso faz parte de um universo comum às mulheres, independente da classe social, idade ou intensidade. Aliando esses itens a marcas poderosíssimas, mulheres belíssimas (e magras) e um mundo de muito glamour, cria-se um poderoso imaginário de perfeição e ideal. Entretanto, o livro e o filme homônimo O Diabo veste Prada abordam um lado interessante dessa dinâmica quase ditatorial: qual a importância desses itens no cotidiano de uma pessoa? Qual o limite de uma aspiração profissional? Duas boas perguntas.

Para quem assistiu ao filme, o livro é bem diferente. Não há nenhuma conspiração para a saída de Miranda Priestly da revista Runaway e o desligamento da heroína é motivado por um acidente quase fatal com sua melhor amiga Lily (que no livro é alcoólatra), enquanto Andrea está na estonteante Paris. Ah! E o final de Andy não é no The New Yorker com o aval e recomendação da ex-chefe, mas sim à caminho do mesmo prédio Elias Clark, em Manhattan, rumo a uma entrevista na revista Buzz. Um final certamente menos glamouroso do que o do longa-metragem, que certamente é mais atraente para um filme que pretende deixar todos com aquele desejo de revanche da chefe má. Entretanto, a essência é a mesma e os questionamentos permanecem.

Como uma boa devoradora de livros, li as quase 500 páginas em uma semana, entre uma parada no trânsito, intervalo do almoço, antes da aula e até nos plantões. E recomendo: o livro é realmente bom. Bem escrito e com narrativa agradável e atraente, é daqueles tipos que nem dá vontade de soltar, para ver logo como acaba a história. O problema é que durante a leitura, quando eu menos esperava, me vi completamente influenciada pela neura de Andrea Sachs! Relaxa, Bruna. Não há nenhuma Miranda por aqui!

Realmente acredito que para ter reconhecimento, sucesso, entre outras coisas no mundo profissional é preciso de dedicação, esforço e sacrifício. Entretanto, até que ponto? A que preço? E o que se está disposto a sacrificar? No caso da heroína da história, passo a passo, ela foi se modificando até ser confrontada com o seu pior: estava se tornando um reflexo daquilo que repudiava. Claro que visualmente falando a mudança foi, sem dúvidas, bem positiva, mas ela não aconteceu porque esse era um desejo da personagem. Andrea só passou a se vestir com o melhor do mundinho fashion e da alta costura para se adequar àquele meio e se tornar então socialmente aceitável. Tanto, que ao final da história, para se "exorcisar" do um ano de escravidão (e muita humilhação) na revista - como ela mesma denomina, a antiga assistente da mulher mais temida da moda, se livra das roupas, sapatos entre outros "bens" adquiridos durante a experiência vivida. No filme, a boazinha Andy os dá de presente a ex-colega de trabalho "Emily", enquanto no livro ela vende tudo por praticamente U$40.000,00. Fico com a segunda opção!

As minhas pergunta são: Por que existem Mirandas Priestlys que se tornam padrões? Por que esse seria um emprego pelo qual milhares dariam a vida? E por que o que as revistas dizem que é belo se torna moda e a maioria simplesmente aceita? Vivemos em um mundo que dita o perfeito ao lado do efêmero. E ai daquele que não acompanhar.

Em meio a tantas questões, as palavras de ordem continuam sendo: bom senso. Seja ele para chefes, subordinados, ou aspirantes. E no mais, bom trabalho!

E pra quem ainda não assistiu, é uma ótima dica para o final de semana.

Beijos.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

E ouvindo uns cd's...

Dei de cara com o Cd do Julinho Marassi e do Gutemberg. E como fazia um tempo que não escutava, decidi colocá-lo pra tocar...

E, como realmente os caras tocam e cantam muito, e que eu gosto muito de uma música deles, decidi também colocar a letra aqui. Além do que, a profª Gi pediu pra colocar já faz um tempão.

Aos meu heróis

Faz muito tempo que eu não escrevo nada
Acho que foi porque a TV ficou ligada
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida

Quero fazer uma canção mais delicada
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada
Mas não consigo concordar com esse sistema,
E quero abrir sua cabeça pro meu tema

Que fique claro a juventude não tem culpa
É o "eletronic" fundindo a sua cuca
Eu também gosto de dançar o pancadão
Mas é saudável te dar outra opção

Os meus heróis
Estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram sua história
Devagarinho eu vou achando o meu espaço
Mas não me esqueço das riquezas do passado:

Eu quero "a benção" de Vinícius de Morais
O Belchior cantando "Como nossos Pais"
E "se eu quiser falar" com Gil sobre o Flamengo
"O que será" que o nosso Chico tá escrevendo?
Aquelas "Rosas" já "não falam" de Cartola
E do Cazuza "te pegando na escola"
Tô com saudades de Jobim com seu piano
E Fábio Júnior com seus "vinte e poucos anos",
Se o Renato teve o seu "tempo perdido"
O rei Roberto, "outra vez" o mais querido
A "agonia" do Oswaldo Montenegro,
ao ver que a porta, já não tem mais nem segredo.
Ter tido a "sorte" de escutar o Taiguara
E "Madalena" de Ivan Lins, beleza rara
Ver a "Morena Tropicana" do Alceu
Marisa Monte me dizendo "Beija eu"

Beija eu, beija eu, deixa que eu seja eu...

O Zé Rodrigues em sua "casa no campo",
Levou Geraldo pra cantar num "dia branco"
No "chão de giz" do Zé Ramalho eu escrevi
Eu vi Lulu, Ben Jorge, Tim Maia, e Rita Lee
Pedir ao Beto o "novo sol de primavera"
Ver o Toquinho retocando a "Aquarela"
Ouvir o Milton "lá no clube da esquina"
Cantando ao lado da rainha, Elis Regina
Quero "sem lenço e documento" Caetano,
O Djavan mostrando a cor do "oceano"
Vou "caminhando e cantando" com Vandré
E a outra vida Gonzaguinha, "o que é?"
Atenção DJ, faça a sua parte
Não copie os outros
Seja mais smart
Na rádio ou na pista mude a sequência
Mexa com as pessoas e com a consciência
Se você não toca, letra inteligente
Fica dominada e limitada a mente
Faça refletir, DJ não se esqueça
Mexa com o "popozão"
Mas também a cabeça...
Muito boa a música, né?
O vídeo tá aqui embaixo, pra quem quiser curtir:


Beijos pra todos!

PS: A formatação do blogspot é péssima!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sagarana - Assisti e comentei

Será que Manuel Fulô enfrentará Targino?

Essa é a pergunta que você se faz enquanto assiste a peça teatral "Corpo Fechado" - Um dos contos do livro "Sagarana" de Guimarães Rosa.

A história é simples: O médico de Laginha vivido por Rogério Costa, é convidado por Manuel Fulô, interpretado por Ronald Liano, para ser seu padrinho de casamento. O fato é que Manuel é um sujeitinho que faz muito descaso de qualquer tipo de trabalho, e em meio à algumas rodas de cervejas, conta para o médico suas histórias e sobre os valentões da cidade.

E aí, se desenrola a história. Manuel conta para o doutor suas trapaças pela vida, em busca de seus gostos e desejos, e por fim, mata o Targino numa briga.

Até aí, o expectador fica atento as palavras de Manuel, e em pouco tempo, o que era Corpo fechado, vira "Sarapalha"; E aí, você encontra primo Ribeiro e primo Argemiro.

Nesse conto, Guimarães Rosa mostra a situação de duas pessoas com malária, que moram num local onde seus habitantes já foram dizimados pela doença. E, além de sofrer da doença, ambos sofrem de amor: Um por ter perdido a mulher para outro homem, e o outro por não conseguir confessar seu amor pela mulher do primo querido.

"Onde está Luísa? Por onde anda?"

Bom, em primeiro lugar gostaria de parabenizar Ronald e Rogério por interpretações tão intensas, belas e memoráveis! A interpretação dos dois é um bom exemplo de que o Brasil tem sim grandes atores, e que consegue fazer adaptações de espetáculos consagrados tão boas quanto as originais.

E pra encerrar, digo: É incrível ver como contos escritos não se perdem ao longo dos anos. Como tudo o que Guimarães escreveu em seu tempo ilustre, nos alcança atualmente. Como a escrita consegue nos transportar para dimensões totalmente distantes dos parâmetros que vivemos.

E no mais, bom espetáculo!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

O aniversário da Claudiane...

É... dia 08/09 é aniversário de uma amiga que é muito importante na minha vida.

Quando a Claudiane (Clau, Crau, Clovis, Clotilde, Clo, bobacrau e etc), começou a ir à igreja, eu não gostava dela não. Era torta, e ainda por cima, era a melhor amiga de alguém que eu gostava muito... Aí, já sabe né: Não ia com a cara dela.

Mas, o tempo foi passando e Deus foi moldando o caráter daquela menininha, que parecia ser tão durona, e tão cheia de certeza. Deus quebrou, mudou, limpou, e a fez melhor do que ela já era, mas não sabia.

Hoje, a Claudiane é uma benção. É maravilhoso ver Deus usar a vida dela da forma como Ele quer. É maravilhoso ver alguém que se dispõe a servir ao Senhor, sem medir esforços.

Hoje, a Claudiane é um doce. Um doce que fez minha vida saborosa em vários momentos. Já me emprestou a cama, as irmãs, a família, o travesseiro, os amigos e amigas. Já me emprestou os ouvidos, os braços, os sorrisos, o colinho. E é por isso que eu a amo tanto: Porque ela sabe fazer diferença com muito pouco.

Tudo de lindo pra você, Crauzinha! Já sabes: Te amo, e é com força.

(E já sabe: Pode contar comigo, até de ponta cabeça).