É... A idéia era continuar falando um pouquinho do que aconteceu nesses últimos dias, mas, hoje assisti esse dois vídeos, e decidi compartilhá-los com algumas pessoas.
Ele fala sobre o aborto, e como não quero causar discussões sobre o assunto, subliminarmente, deixo que Gianna faça isso. E ela o faz muito bem.
Enjoy it!
Bjs!
Bom final de semana!
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sábado, 9 de maio de 2009
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Tempo
Na verdade, a ausência do blog foi mais por priguiça. Muitas coisas pra fazer. Pouco tempo.
Penso que o que aconteceu todos esses dias fizera com que eu aprendesse a silenciar-me para principalmente ouvir.
Durante o tempo de aprender a ouvir, li um livro. Não vou tecer muitos comentários para ele. Apenas dois... Ao mínimo, instigantes.
1- Esse foi o melhor livro que já li em toda a minha vida. Em todos os sentidos.
2- Quero que todas as pessoas que amo e que irei amar, além dos que também não amam, tenham acesso e leiam esse livro.
É isso.
Acredito que estou de volta... Já esvaziei minha mochila, pronta para contar passo-a-passo dessa "viagem" ao meu interior.
Bjs!
Penso que o que aconteceu todos esses dias fizera com que eu aprendesse a silenciar-me para principalmente ouvir.
Durante o tempo de aprender a ouvir, li um livro. Não vou tecer muitos comentários para ele. Apenas dois... Ao mínimo, instigantes.
1- Esse foi o melhor livro que já li em toda a minha vida. Em todos os sentidos.
2- Quero que todas as pessoas que amo e que irei amar, além dos que também não amam, tenham acesso e leiam esse livro.
É isso.
Acredito que estou de volta... Já esvaziei minha mochila, pronta para contar passo-a-passo dessa "viagem" ao meu interior.
Bjs!
domingo, 21 de dezembro de 2008
Sina nossa
E, de repente eu entrei no blog da Nana, e vi seu último post. Era uma frase... Letra da música "Realejo" do grupo musical "O Teatro Mágico".
Pensei, pensei.... Pô, porque é que todo mundo gosta ou pelo menos já ouviu falar de O Teatro Mágico e eu não?
Aí, resolvi correr atrás. Achei o som num site que sempre procuro bandas novas e independentes, e o provável aconteceu: A-M-E-I o som deles.
Gostei mais do segundo cd "Segundo Ato".
A trupe criada por Fernando Anitelli, se propõe nesta segunda etapa a entrar mais fundo nos debates que cercam a sociedade desigual e desumana que nos rodeia. Procurando explorar a questão do livre compartilhamento das músicas na Internet defendendo a bandeira da música livre, o Teatro Mágico passa a se apresentar com um perfil mais questionador e contestador.
Nesta nova fase, é como se a trupe chegasse no universo urbano com mais profundidade, como o cotidiano dos moradores de rua citados na canção "Cidadão de Papelão" ou a problemática da mecanização do trabalho, citada no "Mérito e o Monstro" entre várias outras abordagens. Indo mais além, há um debate sutil e, por vias opostas, mordaz, sobre o amontoado de informações que absorvemos , sem perceber, assistindo aos programas de TV. Essas transformações não poderiam, no entanto, encobrir o universo lúdico e fantasioso da trupe, mas sim, acrescentar uma pitada de realismo no conteúdo em geral, incorporando o lema de endurecer sem jamais perder a ternura.
E, na minha sutil opinião... A melhor música é Sina nossa.
Fica aí a dica para um bom e animador som nessa ótima Segunda-feira.
Beijos!
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críticas,
Dicas,
Música,
Só pensando,
Tempo bom
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Machado de Assis na Rede Globo
“Tinha-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim.” Dom Casmurro
Os olhos mais famosos da literatura brasileira estão reencarnando novamente. Capitu, a enigmática heroína de Machado de Assis, revivida, inúmeras vezes, no cinema, no teatro e na música, ganhou duas intérpretes na TV. São atrizes de estilos diferentes - uma desconhecida e moderna (Letícia Persiles), outra famosa e clássica (Maria Fernanda Cândido) - mas não há dúvidas sobre por que serão as protagonistas das duas fases de "Capitu", nova minissérie da Rede Globo: ambas possuem olhos que ameaçam arrastar e tragar. Perfeitos - e idênticos - olhos de ressaca.
Será um ensaio sobre a dúvida - resume Luiz Fernando Carvalho, que dirigirá a minissérie. Desde o fim de março, os atores, a maioria vinda do teatro, vêm se reunindo para uma preparação de(d/l)icada.
Desde que tomou um susto com o convite do diretor, que a viu num show do Manacá, sua banda que mistura rock com ritmos folclóricos, o diretor teve certeza de que sua procura por uma protagonista terminara, Letícia vem tentando decifrar a Capitu menina que vai interpretar, uma garota meio moleca, mas sedutora, de 14 anos. Letícia diz ter consciência da responsabilidade de interpretar uma protagonista em uma minissérie "global", mas nos ensaios não parecia preocupada com a possibilidade de fama, dizem.
Procurei sentir o frescor da adolescência e remexi minhas coisas, relendo cartas antigas, de namorados - afirma a interprete da Capitu menina, que montou uma caixa com objetos que a têm ajudado nessa descoberta da menina plena de vida. Guardo cartas, luvinhas de renda, elementos da época - diz a atriz, que carregou a caixinha para o telhado do prédio onde mora e para perto do mar, tentando respirar com o peito aberto, como acredita que Capitu fazia.
Mas, não, não adianta esperar que o mistério que assombra a literatura e inspira tratados psicanalíticos (Capitu traiu ou não o marido com seu melhor amigo, Escobar?) tenha uma conclusão na TV. Apesar de dar nome à minissérie, a mulher dos "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" não terá a chance de contar a sua versão da tragédia. Como no livro, ouviremos os fatos de um narrador casmurro e obcecado: Bento, interpretado pelo ator, poeta e apresentador Michel Melamed.
Maria Fernanda também foi construindo aos poucos a sua Capitu - a mulher e a menina terão o mesmo peso nos capítulos. Como Letícia, ela fala com doçura sobre a composição da personagem. E diz que o que menos importa é o dilema da traição.
Vejo a Capitu como uma mulher livre, com sede de vida e coragem para ser feliz. Uma mulher intensa, muito julgada, apontada por todos, mas que segue a vida sem amargura - diz Maria Fernanda, dona de olhares sedutoríssimos (como diria José Dias) e singulares.
Maria Fernanda vem tendo aulas de piano e, acostumada ao ritmo industrial das novelas, tem celebrado uma concepção carregada de significados. - A gente erra junto, joga uma coisa no lixo, guarda outra na gaveta. Cada um tem a sua Capitu - acredita a atriz.
Agora é esperar e conferir.
P.S – E você, já leu Dom Casmurro? Se não, corra logo e vá tomar partido de alguém...
Os olhos mais famosos da literatura brasileira estão reencarnando novamente. Capitu, a enigmática heroína de Machado de Assis, revivida, inúmeras vezes, no cinema, no teatro e na música, ganhou duas intérpretes na TV. São atrizes de estilos diferentes - uma desconhecida e moderna (Letícia Persiles), outra famosa e clássica (Maria Fernanda Cândido) - mas não há dúvidas sobre por que serão as protagonistas das duas fases de "Capitu", nova minissérie da Rede Globo: ambas possuem olhos que ameaçam arrastar e tragar. Perfeitos - e idênticos - olhos de ressaca.
Será um ensaio sobre a dúvida - resume Luiz Fernando Carvalho, que dirigirá a minissérie. Desde o fim de março, os atores, a maioria vinda do teatro, vêm se reunindo para uma preparação de(d/l)icada.
Desde que tomou um susto com o convite do diretor, que a viu num show do Manacá, sua banda que mistura rock com ritmos folclóricos, o diretor teve certeza de que sua procura por uma protagonista terminara, Letícia vem tentando decifrar a Capitu menina que vai interpretar, uma garota meio moleca, mas sedutora, de 14 anos. Letícia diz ter consciência da responsabilidade de interpretar uma protagonista em uma minissérie "global", mas nos ensaios não parecia preocupada com a possibilidade de fama, dizem.
Procurei sentir o frescor da adolescência e remexi minhas coisas, relendo cartas antigas, de namorados - afirma a interprete da Capitu menina, que montou uma caixa com objetos que a têm ajudado nessa descoberta da menina plena de vida. Guardo cartas, luvinhas de renda, elementos da época - diz a atriz, que carregou a caixinha para o telhado do prédio onde mora e para perto do mar, tentando respirar com o peito aberto, como acredita que Capitu fazia.
Mas, não, não adianta esperar que o mistério que assombra a literatura e inspira tratados psicanalíticos (Capitu traiu ou não o marido com seu melhor amigo, Escobar?) tenha uma conclusão na TV. Apesar de dar nome à minissérie, a mulher dos "olhos de cigana oblíqua e dissimulada" não terá a chance de contar a sua versão da tragédia. Como no livro, ouviremos os fatos de um narrador casmurro e obcecado: Bento, interpretado pelo ator, poeta e apresentador Michel Melamed.
Maria Fernanda também foi construindo aos poucos a sua Capitu - a mulher e a menina terão o mesmo peso nos capítulos. Como Letícia, ela fala com doçura sobre a composição da personagem. E diz que o que menos importa é o dilema da traição.
Vejo a Capitu como uma mulher livre, com sede de vida e coragem para ser feliz. Uma mulher intensa, muito julgada, apontada por todos, mas que segue a vida sem amargura - diz Maria Fernanda, dona de olhares sedutoríssimos (como diria José Dias) e singulares.
Maria Fernanda vem tendo aulas de piano e, acostumada ao ritmo industrial das novelas, tem celebrado uma concepção carregada de significados. - A gente erra junto, joga uma coisa no lixo, guarda outra na gaveta. Cada um tem a sua Capitu - acredita a atriz.
Agora é esperar e conferir.
P.S – E você, já leu Dom Casmurro? Se não, corra logo e vá tomar partido de alguém...
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Vidas Secas Humanas
Minha proposta de vida é alcançar um elevado objetivo: tornar-me humana, humanizar-me. Desafios são tarefas árduas, requerem trajetórias, não comportam imediatismos, apresentam obstáculos. Enfrento uma peleja diária com o feroz inimigo da minh’alma: eu mesmo.
Caminhos são estreitos. Na Biologia, somos classificados como pertencentes a espécie do homo sapiens, embora a tendência é a da desumanização do ser. Afastar do que é humano gera um processo de degradação, quer seja manifestar a animalização ou almejar a divinização do homem.
Graciliano Ramos escreveu a clássica obra “Vidas Secas”. Na paisagem do sertão nordestino, o autor descreve a decadência humana diante da pobreza, uma identidade deturpada. Fabiano, juntamente com sua família, são caracterizados como animais: falam pouco, resmungam, brigam, xingam, sobrevivem. Uma integrante do lar considerada a mais humana, solidária e sensível dentre todos, é a cachorra Baleia. A narrativa enfatiza a inversão das naturezas entre homens e animais.
As descrições no conto O lixo, de Suênio Trindade Alves, se assemelham quanto às indagações, afirmações e dúvidas de Fabiano, personagem de Graciliano. Este, no mesmo instante que afirma ser um homem, quando volta a olhar sua realidade, corrige dizendo: “Você é um bicho, Fabiano”. Aquela criatura, em algum momento se confunde com suas atitudes apresentadas pela bruta vida.
Opondo-se, também há algo perigoso e descaraterizador de indivíduos. Achar-se ser um "deus" e detentor de todo poder, cria-se uma distância da verdadeira identidade. Como ilustração, podemos citar o filme “Todo Poderoso”, encenado por Jim Carrey, no qual o jornalista Bruce Nolan, chateado com a vida passa a resmungar com Deus e este lhe oferece os poderes eternos. Por fim, Bruce admite que ser Deus não é facil e está visivelmente patente que ele se utilizou das prerrogativas metafísicas somente para a satisfação de seu ego.
A religião é propícia para tal questão. Ela sempre estimulou os homens a buscar ser o “Ser”, atingir a perfeição, ter o poder, divinizar-se. Evangélicos, mais do que nunca, montam um discurso triunfalista, arrogante e autoritário. Na história da igreja é perceptível que, vários conflitos entre determinados povos e nações se deu através do argumento religioso. Podemos citar, por exemplo, a Ruanda entre hutus e tutsis, as Cruzadas (cristãos e muçulmanos), a França com os Huguenotes (calvinistas), a Irlanda entre católicos e protestantes, a guerra santa do século XXI.
Ainda existem brigas para alcançar a religião, a doutrina e a teologia perfeita, para ser o próximo integrante do rol de membros dos bilionários do mundo, para se elevar diante das pessoas e desprezá-las, para ter o controle do mundo e o futuro nas mãos, para possuir cargos, posições, reconhecimento público e fama. A lógica do narcisismo invade e é permeada por toda a história humana.
Estou confusa: Há distinção entre o que é animalizado e endeusado? Parecem que ambos se fundem. Ando numa linha tênue, na corda bamba do alto de edifícios. Equilibro para não ser tentado nas secas vidas humanas. Preciso de pessoas, pois quando tropeçar, existem vidas que não me deixarão sucumbir no abismo da prepotência ou do vazio existencial, e vice-versa, até que juntos, alcancemos o alvo que nos inspira: ser exemplos de humanidade.
Pensem aí.
Caminhos são estreitos. Na Biologia, somos classificados como pertencentes a espécie do homo sapiens, embora a tendência é a da desumanização do ser. Afastar do que é humano gera um processo de degradação, quer seja manifestar a animalização ou almejar a divinização do homem.
Graciliano Ramos escreveu a clássica obra “Vidas Secas”. Na paisagem do sertão nordestino, o autor descreve a decadência humana diante da pobreza, uma identidade deturpada. Fabiano, juntamente com sua família, são caracterizados como animais: falam pouco, resmungam, brigam, xingam, sobrevivem. Uma integrante do lar considerada a mais humana, solidária e sensível dentre todos, é a cachorra Baleia. A narrativa enfatiza a inversão das naturezas entre homens e animais.
As descrições no conto O lixo, de Suênio Trindade Alves, se assemelham quanto às indagações, afirmações e dúvidas de Fabiano, personagem de Graciliano. Este, no mesmo instante que afirma ser um homem, quando volta a olhar sua realidade, corrige dizendo: “Você é um bicho, Fabiano”. Aquela criatura, em algum momento se confunde com suas atitudes apresentadas pela bruta vida.
Opondo-se, também há algo perigoso e descaraterizador de indivíduos. Achar-se ser um "deus" e detentor de todo poder, cria-se uma distância da verdadeira identidade. Como ilustração, podemos citar o filme “Todo Poderoso”, encenado por Jim Carrey, no qual o jornalista Bruce Nolan, chateado com a vida passa a resmungar com Deus e este lhe oferece os poderes eternos. Por fim, Bruce admite que ser Deus não é facil e está visivelmente patente que ele se utilizou das prerrogativas metafísicas somente para a satisfação de seu ego.
A religião é propícia para tal questão. Ela sempre estimulou os homens a buscar ser o “Ser”, atingir a perfeição, ter o poder, divinizar-se. Evangélicos, mais do que nunca, montam um discurso triunfalista, arrogante e autoritário. Na história da igreja é perceptível que, vários conflitos entre determinados povos e nações se deu através do argumento religioso. Podemos citar, por exemplo, a Ruanda entre hutus e tutsis, as Cruzadas (cristãos e muçulmanos), a França com os Huguenotes (calvinistas), a Irlanda entre católicos e protestantes, a guerra santa do século XXI.
Ainda existem brigas para alcançar a religião, a doutrina e a teologia perfeita, para ser o próximo integrante do rol de membros dos bilionários do mundo, para se elevar diante das pessoas e desprezá-las, para ter o controle do mundo e o futuro nas mãos, para possuir cargos, posições, reconhecimento público e fama. A lógica do narcisismo invade e é permeada por toda a história humana.
Estou confusa: Há distinção entre o que é animalizado e endeusado? Parecem que ambos se fundem. Ando numa linha tênue, na corda bamba do alto de edifícios. Equilibro para não ser tentado nas secas vidas humanas. Preciso de pessoas, pois quando tropeçar, existem vidas que não me deixarão sucumbir no abismo da prepotência ou do vazio existencial, e vice-versa, até que juntos, alcancemos o alvo que nos inspira: ser exemplos de humanidade.
Pensem aí.
Beijos.
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
A minha visão sobre o livro "O Diabo veste Prada"
É uma pena tirar daqui algo tão valioso quanto o som do Ju e do Guty. (Álias, tô com saudades demais. Desde Barra do Piraí, não nos vimos mais. Tô precisando dar uma passada no Appaloosa, ou no Cana, pra deixar um beijo bem básico. Amo vocês, criaturinhas dóceis!).
Mas, se for pra colocar algo bem bacana também, estou aqui. Voltemos ao princípio: Estive conversando com a Julie sobre a nova ditadura sobre ser e parecer ser, e aí, citamos o livro e o filme "O Diabo veste Prada", de Lauren Weisberger e David Frankel respectivamente.
E aí, tirei minhas conclusões.
Pra quem nunca viu esse texto, está aqui.

"Minha análise sobre o livro O Diabo veste Prada".
Sapatos, bolsas, saias, blusas, vestidos e maquiagem. Tudo isso faz parte de um universo comum às mulheres, independente da classe social, idade ou intensidade. Aliando esses itens a marcas poderosíssimas, mulheres belíssimas (e magras) e um mundo de muito glamour, cria-se um poderoso imaginário de perfeição e ideal. Entretanto, o livro e o filme homônimo O Diabo veste Prada abordam um lado interessante dessa dinâmica quase ditatorial: qual a importância desses itens no cotidiano de uma pessoa? Qual o limite de uma aspiração profissional? Duas boas perguntas.
Para quem assistiu ao filme, o livro é bem diferente. Não há nenhuma conspiração para a saída de Miranda Priestly da revista Runaway e o desligamento da heroína é motivado por um acidente quase fatal com sua melhor amiga Lily (que no livro é alcoólatra), enquanto Andrea está na estonteante Paris. Ah! E o final de Andy não é no The New Yorker com o aval e recomendação da ex-chefe, mas sim à caminho do mesmo prédio Elias Clark, em Manhattan, rumo a uma entrevista na revista Buzz. Um final certamente menos glamouroso do que o do longa-metragem, que certamente é mais atraente para um filme que pretende deixar todos com aquele desejo de revanche da chefe má. Entretanto, a essência é a mesma e os questionamentos permanecem.
Como uma boa devoradora de livros, li as quase 500 páginas em uma semana, entre uma parada no trânsito, intervalo do almoço, antes da aula e até nos plantões. E recomendo: o livro é realmente bom. Bem escrito e com narrativa agradável e atraente, é daqueles tipos que nem dá vontade de soltar, para ver logo como acaba a história. O problema é que durante a leitura, quando eu menos esperava, me vi completamente influenciada pela neura de Andrea Sachs! Relaxa, Bruna. Não há nenhuma Miranda por aqui!
Realmente acredito que para ter reconhecimento, sucesso, entre outras coisas no mundo profissional é preciso de dedicação, esforço e sacrifício. Entretanto, até que ponto? A que preço? E o que se está disposto a sacrificar? No caso da heroína da história, passo a passo, ela foi se modificando até ser confrontada com o seu pior: estava se tornando um reflexo daquilo que repudiava. Claro que visualmente falando a mudança foi, sem dúvidas, bem positiva, mas ela não aconteceu porque esse era um desejo da personagem. Andrea só passou a se vestir com o melhor do mundinho fashion e da alta costura para se adequar àquele meio e se tornar então socialmente aceitável. Tanto, que ao final da história, para se "exorcisar" do um ano de escravidão (e muita humilhação) na revista - como ela mesma denomina, a antiga assistente da mulher mais temida da moda, se livra das roupas, sapatos entre outros "bens" adquiridos durante a experiência vivida. No filme, a boazinha Andy os dá de presente a ex-colega de trabalho "Emily", enquanto no livro ela vende tudo por praticamente U$40.000,00. Fico com a segunda opção!
As minhas pergunta são: Por que existem Mirandas Priestlys que se tornam padrões? Por que esse seria um emprego pelo qual milhares dariam a vida? E por que o que as revistas dizem que é belo se torna moda e a maioria simplesmente aceita? Vivemos em um mundo que dita o perfeito ao lado do efêmero. E ai daquele que não acompanhar.
Em meio a tantas questões, as palavras de ordem continuam sendo: bom senso. Seja ele para chefes, subordinados, ou aspirantes. E no mais, bom trabalho!
E pra quem ainda não assistiu, é uma ótima dica para o final de semana.
Beijos.
Mas, se for pra colocar algo bem bacana também, estou aqui. Voltemos ao princípio: Estive conversando com a Julie sobre a nova ditadura sobre ser e parecer ser, e aí, citamos o livro e o filme "O Diabo veste Prada", de Lauren Weisberger e David Frankel respectivamente.
E aí, tirei minhas conclusões.
Pra quem nunca viu esse texto, está aqui.
"Minha análise sobre o livro O Diabo veste Prada".
Sapatos, bolsas, saias, blusas, vestidos e maquiagem. Tudo isso faz parte de um universo comum às mulheres, independente da classe social, idade ou intensidade. Aliando esses itens a marcas poderosíssimas, mulheres belíssimas (e magras) e um mundo de muito glamour, cria-se um poderoso imaginário de perfeição e ideal. Entretanto, o livro e o filme homônimo O Diabo veste Prada abordam um lado interessante dessa dinâmica quase ditatorial: qual a importância desses itens no cotidiano de uma pessoa? Qual o limite de uma aspiração profissional? Duas boas perguntas.
Para quem assistiu ao filme, o livro é bem diferente. Não há nenhuma conspiração para a saída de Miranda Priestly da revista Runaway e o desligamento da heroína é motivado por um acidente quase fatal com sua melhor amiga Lily (que no livro é alcoólatra), enquanto Andrea está na estonteante Paris. Ah! E o final de Andy não é no The New Yorker com o aval e recomendação da ex-chefe, mas sim à caminho do mesmo prédio Elias Clark, em Manhattan, rumo a uma entrevista na revista Buzz. Um final certamente menos glamouroso do que o do longa-metragem, que certamente é mais atraente para um filme que pretende deixar todos com aquele desejo de revanche da chefe má. Entretanto, a essência é a mesma e os questionamentos permanecem.
Como uma boa devoradora de livros, li as quase 500 páginas em uma semana, entre uma parada no trânsito, intervalo do almoço, antes da aula e até nos plantões. E recomendo: o livro é realmente bom. Bem escrito e com narrativa agradável e atraente, é daqueles tipos que nem dá vontade de soltar, para ver logo como acaba a história. O problema é que durante a leitura, quando eu menos esperava, me vi completamente influenciada pela neura de Andrea Sachs! Relaxa, Bruna. Não há nenhuma Miranda por aqui!
Realmente acredito que para ter reconhecimento, sucesso, entre outras coisas no mundo profissional é preciso de dedicação, esforço e sacrifício. Entretanto, até que ponto? A que preço? E o que se está disposto a sacrificar? No caso da heroína da história, passo a passo, ela foi se modificando até ser confrontada com o seu pior: estava se tornando um reflexo daquilo que repudiava. Claro que visualmente falando a mudança foi, sem dúvidas, bem positiva, mas ela não aconteceu porque esse era um desejo da personagem. Andrea só passou a se vestir com o melhor do mundinho fashion e da alta costura para se adequar àquele meio e se tornar então socialmente aceitável. Tanto, que ao final da história, para se "exorcisar" do um ano de escravidão (e muita humilhação) na revista - como ela mesma denomina, a antiga assistente da mulher mais temida da moda, se livra das roupas, sapatos entre outros "bens" adquiridos durante a experiência vivida. No filme, a boazinha Andy os dá de presente a ex-colega de trabalho "Emily", enquanto no livro ela vende tudo por praticamente U$40.000,00. Fico com a segunda opção!
As minhas pergunta são: Por que existem Mirandas Priestlys que se tornam padrões? Por que esse seria um emprego pelo qual milhares dariam a vida? E por que o que as revistas dizem que é belo se torna moda e a maioria simplesmente aceita? Vivemos em um mundo que dita o perfeito ao lado do efêmero. E ai daquele que não acompanhar.
Em meio a tantas questões, as palavras de ordem continuam sendo: bom senso. Seja ele para chefes, subordinados, ou aspirantes. E no mais, bom trabalho!
E pra quem ainda não assistiu, é uma ótima dica para o final de semana.
Beijos.
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
E ouvindo uns cd's...
Dei de cara com o Cd do Julinho Marassi e do Gutemberg. E como fazia um tempo que não escutava, decidi colocá-lo pra tocar...
E, como realmente os caras tocam e cantam muito, e que eu gosto muito de uma música deles, decidi também colocar a letra aqui. Além do que, a profª Gi pediu pra colocar já faz um tempão.
Aos meu heróis
E, como realmente os caras tocam e cantam muito, e que eu gosto muito de uma música deles, decidi também colocar a letra aqui. Além do que, a profª Gi pediu pra colocar já faz um tempão.
Aos meu heróis
Faz muito tempo que eu não escrevo nada
Acho que foi porque a TV ficou ligada
Me esqueci que devo achar uma saída
E usar palavras pra mudar a sua vida
Quero fazer uma canção mais delicada
Sem criticar, sem agredir, sem dar pancada
Mas não consigo concordar com esse sistema,
E quero abrir sua cabeça pro meu tema
Que fique claro a juventude não tem culpa
É o "eletronic" fundindo a sua cuca
Eu também gosto de dançar o pancadão
Mas é saudável te dar outra opção
Os meus heróis
Estão calados nessa hora,
Pois já fizeram e escreveram sua história
Devagarinho eu vou achando o meu espaço
Mas não me esqueço das riquezas do passado:
Eu quero "a benção" de Vinícius de Morais
O Belchior cantando "Como nossos Pais"
E "se eu quiser falar" com Gil sobre o Flamengo
"O que será" que o nosso Chico tá escrevendo?
Aquelas "Rosas" já "não falam" de Cartola
E do Cazuza "te pegando na escola"
Tô com saudades de Jobim com seu piano
E Fábio Júnior com seus "vinte e poucos anos",
Se o Renato teve o seu "tempo perdido"
O rei Roberto, "outra vez" o mais querido
A "agonia" do Oswaldo Montenegro,
ao ver que a porta, já não tem mais nem segredo.
Ter tido a "sorte" de escutar o Taiguara
E "Madalena" de Ivan Lins, beleza rara
Ver a "Morena Tropicana" do Alceu
Marisa Monte me dizendo "Beija eu"
Beija eu, beija eu, deixa que eu seja eu...
O Zé Rodrigues em sua "casa no campo",
Levou Geraldo pra cantar num "dia branco"
No "chão de giz" do Zé Ramalho eu escrevi
Eu vi Lulu, Ben Jorge, Tim Maia, e Rita Lee
Pedir ao Beto o "novo sol de primavera"
Ver o Toquinho retocando a "Aquarela"
Ouvir o Milton "lá no clube da esquina"
Cantando ao lado da rainha, Elis Regina
Quero "sem lenço e documento" Caetano,
O Djavan mostrando a cor do "oceano"
Vou "caminhando e cantando" com Vandré
E a outra vida Gonzaguinha, "o que é?"
Atenção DJ, faça a sua parte
Não copie os outros
Seja mais smart
Na rádio ou na pista mude a sequência
Mexa com as pessoas e com a consciência
Se você não toca, letra inteligente
Fica dominada e limitada a mente
Faça refletir, DJ não se esqueça
Mexa com o "popozão"
Mas também a cabeça...
Muito boa a música, né?
O vídeo tá aqui embaixo, pra quem quiser curtir:
Beijos pra todos!
PS: A formatação do blogspot é péssima!
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
Sagarana - Assisti e comentei
Será que Manuel Fulô enfrentará Targino?
Essa é a pergunta que você se faz enquanto assiste a peça teatral "Corpo Fechado" - Um dos contos do livro "Sagarana" de Guimarães Rosa.
A história é simples: O médico de Laginha vivido por Rogério Costa, é convidado por Manuel Fulô, interpretado por Ronald Liano, para ser seu padrinho de casamento. O fato é que Manuel é um sujeitinho que faz muito descaso de qualquer tipo de trabalho, e em meio à algumas rodas de cervejas, conta para o médico suas histórias e sobre os valentões da cidade.
E aí, se desenrola a história. Manuel conta para o doutor suas trapaças pela vida, em busca de seus gostos e desejos, e por fim, mata o Targino numa briga.
Até aí, o expectador fica atento as palavras de Manuel, e em pouco tempo, o que era Corpo fechado, vira "Sarapalha"; E aí, você encontra primo Ribeiro e primo Argemiro.
Nesse conto, Guimarães Rosa mostra a situação de duas pessoas com malária, que moram num local onde seus habitantes já foram dizimados pela doença. E, além de sofrer da doença, ambos sofrem de amor: Um por ter perdido a mulher para outro homem, e o outro por não conseguir confessar seu amor pela mulher do primo querido.
"Onde está Luísa? Por onde anda?"
Bom, em primeiro lugar gostaria de parabenizar Ronald e Rogério por interpretações tão intensas, belas e memoráveis! A interpretação dos dois é um bom exemplo de que o Brasil tem sim grandes atores, e que consegue fazer adaptações de espetáculos consagrados tão boas quanto as originais.
E pra encerrar, digo: É incrível ver como contos escritos não se perdem ao longo dos anos. Como tudo o que Guimarães escreveu em seu tempo ilustre, nos alcança atualmente. Como a escrita consegue nos transportar para dimensões totalmente distantes dos parâmetros que vivemos.
E no mais, bom espetáculo!
Essa é a pergunta que você se faz enquanto assiste a peça teatral "Corpo Fechado" - Um dos contos do livro "Sagarana" de Guimarães Rosa.
A história é simples: O médico de Laginha vivido por Rogério Costa, é convidado por Manuel Fulô, interpretado por Ronald Liano, para ser seu padrinho de casamento. O fato é que Manuel é um sujeitinho que faz muito descaso de qualquer tipo de trabalho, e em meio à algumas rodas de cervejas, conta para o médico suas histórias e sobre os valentões da cidade.
E aí, se desenrola a história. Manuel conta para o doutor suas trapaças pela vida, em busca de seus gostos e desejos, e por fim, mata o Targino numa briga.
Até aí, o expectador fica atento as palavras de Manuel, e em pouco tempo, o que era Corpo fechado, vira "Sarapalha"; E aí, você encontra primo Ribeiro e primo Argemiro.
Nesse conto, Guimarães Rosa mostra a situação de duas pessoas com malária, que moram num local onde seus habitantes já foram dizimados pela doença. E, além de sofrer da doença, ambos sofrem de amor: Um por ter perdido a mulher para outro homem, e o outro por não conseguir confessar seu amor pela mulher do primo querido.
"Onde está Luísa? Por onde anda?"
Bom, em primeiro lugar gostaria de parabenizar Ronald e Rogério por interpretações tão intensas, belas e memoráveis! A interpretação dos dois é um bom exemplo de que o Brasil tem sim grandes atores, e que consegue fazer adaptações de espetáculos consagrados tão boas quanto as originais.
E pra encerrar, digo: É incrível ver como contos escritos não se perdem ao longo dos anos. Como tudo o que Guimarães escreveu em seu tempo ilustre, nos alcança atualmente. Como a escrita consegue nos transportar para dimensões totalmente distantes dos parâmetros que vivemos.
E no mais, bom espetáculo!
domingo, 22 de junho de 2008
Você já ouviu falar do Passion?

Um amigo me falou sobre esse movimento americano que tem o objetivo de levar o Evangelho às universidades, com a missão de fazer Jesus famoso nas nações.
Eles já fizeram algumas turnês pelo Brasil. Vieram direto da Suécia e daqui saíriam para a Uganda.
Jesus Cristo é extremamente criativo e Ele tem um plano para todos: universitários, casais, crianças, homens, mulheres, executivos, adolescentes.
O Passion acredita ter uma vocação para lembrar os universitários que eles têm o poder para mudar o mundo adorando, mas agindo no dia a dia, vivendo como bons cristãos. Para isso eles trabalham com excelência.
Então a primeira conclusão que deixo é essa: não importa qual o seu chamado, faça-o valer à pena e faça com qualidade!
A segunda é que Deus é único, mas as pessoas são diferentes e a forma como Ele age também não é a mesma. É preciso saber que Cristo pode se mover no meio da multidão, mas também dentro de um carro. É preciso reconhecer a voz dEle através da palavra de um líder, de uma música ou do silêncio. Ele sempre fala conosco, o problema é que às vezes não paramos para ouvi-lo.
Procurei um vídeo legal do Passion pra colocar aqui, e me deparei com o Glorious...
Quer saber por quê?
1- A música é linda.
2- O Chris Tomlin e a Christy Nockels cantam muito.
3- A batida da música é muito boa.
4- O recurso cênico que eles usam é demais. Simples e objetivo. O tecido subindo deixa claro uma coisa: ao adorar perde-se completamente a importância olhar para quem está a frente. Basta contemplar o "Glorioso".
5- A criatividade usada no "Reino" me emociona.
sábado, 14 de junho de 2008
Dia dos Namorados...
DIA DOS NAMORADOS merece post, né. Mas esse não será uma super homenagem ou declaração de amor.
Quando penso sobre estar ao lado de alguém, meus pensamentos não são exclusivamente direcionados ao outro. O cara pode ser tudo o que você sonhou, mas se ao lado dele você se sente o pior ser do mundo, então será que vale?
Estar junto não se limita a estar com alguém, mas passa por quem você se torna ao estar ao seu lado.
Já viu pessoas super extrovertidas se anularem? Já viu gente sonhadora sofrer ao abrir mão de seus objetivos? Já viu alguém tímido se esforçar ao extremo para se tornar comunicativo?
Não se trata apenas de amar o outro, mas de se amar. Sim, o amor é altruísta, mas não pode ser invasivo e muito menos destrutivo.
A vida é feita de adaptações, mas existe algo que não se pode abrir mão: a essência. Se para estar ao lado de uma pessoa é necessário mudar quem realmente se é, então será que vale?
O fato é que é muito fácil mudar para conquistar, difícil é permanecer sem sentir saudades de quem se é verdadeiramente. Não estou falando de continuar o mesmo para sempre (até porque isso é impossível), mas sim da motivação que gera a mudança. Se a adaptação acontece para ser aceito ou estar ao lado de alguém, dificilmente ela se manterá. Uma hora a essência grita.
Então, ame, mas não se esqueça de se amar primeiro. Reflita: você gosta de quem você é ao lado de quem escolheu? Se a resposta for sim, vá em frente, mas se for não, talvez seja hora de repensar. Não existe um ser perfeito universal, mas há aquele que é perfeito para você. Aquele que te ama da forma como você é e que te faz ter a convicção de que, com toda certeza, você é a pessoa mais sortuda do mundo todo.
Já viu pessoas super extrovertidas se anularem? Já viu gente sonhadora sofrer ao abrir mão de seus objetivos? Já viu alguém tímido se esforçar ao extremo para se tornar comunicativo?
Não se trata apenas de amar o outro, mas de se amar. Sim, o amor é altruísta, mas não pode ser invasivo e muito menos destrutivo.
A vida é feita de adaptações, mas existe algo que não se pode abrir mão: a essência. Se para estar ao lado de uma pessoa é necessário mudar quem realmente se é, então será que vale?
O fato é que é muito fácil mudar para conquistar, difícil é permanecer sem sentir saudades de quem se é verdadeiramente. Não estou falando de continuar o mesmo para sempre (até porque isso é impossível), mas sim da motivação que gera a mudança. Se a adaptação acontece para ser aceito ou estar ao lado de alguém, dificilmente ela se manterá. Uma hora a essência grita.
Então, ame, mas não se esqueça de se amar primeiro. Reflita: você gosta de quem você é ao lado de quem escolheu? Se a resposta for sim, vá em frente, mas se for não, talvez seja hora de repensar. Não existe um ser perfeito universal, mas há aquele que é perfeito para você. Aquele que te ama da forma como você é e que te faz ter a convicção de que, com toda certeza, você é a pessoa mais sortuda do mundo todo.
Eu e o Anderson temos uma história. Entre idas e vindas já brigamos muito, já discordamos, já fizemos as pazes rindo e chorando, conhecemos o melhor e o pior de cada um. Já morremos de ciúmes e nos sentimos inseguros. Ele tem vários defeitos que já me fizeram achar que talvez houvesse alguém melhor, e eu tenho outros milhares que o levaram a questionar se o nosso relacionamento valia a pena. Porém, as qualidade, as afinidades, as virtudes, os sentimentos, são infinitamente maiores. Foi aí que cheguei a um ponto crucial: o amo profundamente por quem ele é, e amo ser quem sou ao seu lado. Amo o casal que somos. Amo a nossa história. Amo a amizade que desenvolvemos. Amo os nossos sonhos e os nossos projetos. Amo o nosso dia a dia e os momentos especiais. E principalmente: amo a mulher que ele me faz ser.
E para terminar esse post, encerro com uma frase dita pelo Tio Renato, o pai da Pri, nas nossas conversas: "O mundo tem mil namorados para vocês, mas Deus tem um só."
Pense nisso.
Pense nisso.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Miss Saigon - Assisti e comentei.
Quem vai ser a Miss Saigon? Essa frase é a pergunta que as prostitutas vietnamitas cantam no bordel e que acaba selando o destino da personagem Kim. A jovem camponesa é retirada de sua família durante a guerra com os Estados Unidos e é então jogada em um prostíbulo pelo cafetão “Engenheiro”. Em sua primeira noite, o encontro com o soldado Chris, muda sua história. Em uma grande loteria, onde jovens mulheres sonham em se ver livres do seu país, através de uma história de amor com algum americano, Kim vê uma saída no fim do túnel.
O musical é na realidade uma crítica ao sonho americano e aos efeitos devastadores da guerra. Enquanto no papel o Vietnã saiu vitorioso, na prática a vitória demorou a ser sentida pelos habitantes. Kim, a protagonista, não conseguiu sair da prostituição, e sua paixão avassaladora pelo soldado americano se tornou um fantasma fatal, materializado com o nascimento de um filho.
O musical é um bom exemplo da capacidade do Brasil em fazer adaptações dos espetáculos consagrados nos grandes teatros nova-iorquinos e ingleses (apesar de que também aposto em montagens tupiniquins próprias). Os atores, cantores e bailarinos desempenham com excelência os seus papéis. É de dar gosto de ver. Destaque para a cantora Lissah, que no passado fez parte do grupo Rouge. Interpretando a protagonista da história, ela se redime, mostrando que é capaz de participar de um espetáculo de grande nível.
Mas o show mesmo fica por conta do ator Marcos Tumura, que interpreta o cafetão. Sensacional.
Sinceramente, a música do casal não se compara aos grandes temas como Fantasma da Ópera ou A Bela e a Fera, chegando até ser um pouco chata (achei a letra sofrível), mas a canção American Dream é de tirar o chapéu. Nela, o Engenheiro mostra todo o seu sonho de chegar aos Estados Unidos. Enquanto ele lastima sobre sua situação no oriente e canta seu desejo de ser um yankee, dançarinas no melhor estilo Marilyn Monroe invadem o palco.
No fundo projeções da Estátua da Liberdade estilizada são exibidas, ilustrando as facilidades e ilusões do american way of life que ele tanta deseja. Porém, a ironia da música, e a boa interpretação do ator, deixam clara a crítica que ali é feita (juro que ainda quero ver a versão americana desse espetáculo). Certamente essa parte vale a montagem.
Outro momento memorável é quando as tropas são retiradas de Saigon e num jogo de cenografia maravilhoso as grades dançam com os atores no palco uma coreografia perfeita, hora mostrando a embaixada americana, hora enfocando os soldados e por fim o abandono de quem não conseguiu entrar no helicóptero. Uma das partes mais trágicas da história mostra a triste e fatal separação do casal, porém quem realmente chama atenção é o som 5.1 do Teatro e a projeção da aeronave de guerra quase em tamanho real. Simplesmente maravilhoso. Uma boa solução para o problema de colocar um helicóptero no palco, como é feito na Broadway americana.
A separação acontece, a prostituta é abandonada e o soldado retorna ao seu país de origem. O tempo passa e a história caminha até mostrar Chris casado com uma outra mulher, morando nos Estados Unidos, mas sonhando com Kim no Vietnã. Por sua vez, a jovem gerou um filho e se agarra as promessas de que o “marido” voltaria para buscá-los e então terem uma nova vida longe dali, como a fora prometido. Nada mais típico.
Com um difícil desfecho pacífico, a platéia se pergunta: o que fazer? Deveria Chris separar da atual esposa e cumprir a promessa à mulher vietnamita de levá-la para viver na América? Deveria ele pegar o filho e criá-lo como a esposa atual? Sem respostas e sem ter a chance de se encontrar com o amado, Kim decide por ambos. Em vez dos aplausos, o silêncio. Silêncio para o Vietnã hoje, para os filhos de americanos abandonados e para o american dream. Bom espetáculo.
Ah! Uma dúvida minha: a criança que interpreta o filho dos protagonistas pode trabalhar num espetáculo como esse? A censura é 12 anos e o menino deve ter no máximo uns 5. Alguém sabe responder?
O musical é na realidade uma crítica ao sonho americano e aos efeitos devastadores da guerra. Enquanto no papel o Vietnã saiu vitorioso, na prática a vitória demorou a ser sentida pelos habitantes. Kim, a protagonista, não conseguiu sair da prostituição, e sua paixão avassaladora pelo soldado americano se tornou um fantasma fatal, materializado com o nascimento de um filho.
O musical é um bom exemplo da capacidade do Brasil em fazer adaptações dos espetáculos consagrados nos grandes teatros nova-iorquinos e ingleses (apesar de que também aposto em montagens tupiniquins próprias). Os atores, cantores e bailarinos desempenham com excelência os seus papéis. É de dar gosto de ver. Destaque para a cantora Lissah, que no passado fez parte do grupo Rouge. Interpretando a protagonista da história, ela se redime, mostrando que é capaz de participar de um espetáculo de grande nível.
Mas o show mesmo fica por conta do ator Marcos Tumura, que interpreta o cafetão. Sensacional.
Sinceramente, a música do casal não se compara aos grandes temas como Fantasma da Ópera ou A Bela e a Fera, chegando até ser um pouco chata (achei a letra sofrível), mas a canção American Dream é de tirar o chapéu. Nela, o Engenheiro mostra todo o seu sonho de chegar aos Estados Unidos. Enquanto ele lastima sobre sua situação no oriente e canta seu desejo de ser um yankee, dançarinas no melhor estilo Marilyn Monroe invadem o palco.
No fundo projeções da Estátua da Liberdade estilizada são exibidas, ilustrando as facilidades e ilusões do american way of life que ele tanta deseja. Porém, a ironia da música, e a boa interpretação do ator, deixam clara a crítica que ali é feita (juro que ainda quero ver a versão americana desse espetáculo). Certamente essa parte vale a montagem.
Outro momento memorável é quando as tropas são retiradas de Saigon e num jogo de cenografia maravilhoso as grades dançam com os atores no palco uma coreografia perfeita, hora mostrando a embaixada americana, hora enfocando os soldados e por fim o abandono de quem não conseguiu entrar no helicóptero. Uma das partes mais trágicas da história mostra a triste e fatal separação do casal, porém quem realmente chama atenção é o som 5.1 do Teatro e a projeção da aeronave de guerra quase em tamanho real. Simplesmente maravilhoso. Uma boa solução para o problema de colocar um helicóptero no palco, como é feito na Broadway americana.
A separação acontece, a prostituta é abandonada e o soldado retorna ao seu país de origem. O tempo passa e a história caminha até mostrar Chris casado com uma outra mulher, morando nos Estados Unidos, mas sonhando com Kim no Vietnã. Por sua vez, a jovem gerou um filho e se agarra as promessas de que o “marido” voltaria para buscá-los e então terem uma nova vida longe dali, como a fora prometido. Nada mais típico.
Com um difícil desfecho pacífico, a platéia se pergunta: o que fazer? Deveria Chris separar da atual esposa e cumprir a promessa à mulher vietnamita de levá-la para viver na América? Deveria ele pegar o filho e criá-lo como a esposa atual? Sem respostas e sem ter a chance de se encontrar com o amado, Kim decide por ambos. Em vez dos aplausos, o silêncio. Silêncio para o Vietnã hoje, para os filhos de americanos abandonados e para o american dream. Bom espetáculo.
Ah! Uma dúvida minha: a criança que interpreta o filho dos protagonistas pode trabalhar num espetáculo como esse? A censura é 12 anos e o menino deve ter no máximo uns 5. Alguém sabe responder?
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Traiu ou não traiu?
Hoje o dia foi excelente!
Fizemos um piquenique na escola. Isso mesmo! Num hall vazio, em frente aos banheiros. Quebramos um paradigma! Quem foi que disse que para fazer piquenique precisa-se de um campo verdinho, cheio de flores e árvores? (Mas confesso: Eu ainda prefiro os piqueniques realizados no campo verdinho, cheio de flores e árvores...). Cada um de nós levou algo, e juntamos tudo. Tinha refrigerante, sucos das diversas qualidades, presunto e queijo, pão, Nutella, requeijão, e até pão de queijo!!
Mas, fazendo jus ao título do post, assisti um debate hoje.
Livro "Dom Casmurro", obra de Machado de Assis. Um clássico literário.
Para quem nunca leu, vou resumi-lo brevemente.
O livro relata sobre a vida de Bento, sua esposa Capitu, e seu amigo Escobar. Existe uma história toda, mas, nosso foco hoje foi o fato de que Bento nos induz á pensar que que Capitu o traiu com Escobar. Porém, não há provas concretas no livro sobre essa tal traição. A interpretação é inteira do leitor.
A professora Gi (Gyrlaine - Literatura/Redação), separou o 2º ano em defensores e acusadores de Capitu.
O debate correu friamente, e ambos os grupos debatiam sobre o assunto com certeza do que se falava, buscando provas de que isso era fato ou não. Citaram trechos do livro, buscando em suas entrelinhas algo que pudesse ir contra ou a favor de sua opinião.
Minha opinião pessoal sobre o livro, é de que Capitu não traiu Bento. Acreditei nisso desde que li o clássico. (Cerca de uns 2 anos atrás).
Os argumentos colocados pelos alunos foram muito bons. Tudo isso embalado ao respeito mútuo, as risadas finitas, e as frases da professora Gi, que filmava tudo atentamente dizendo "Aí, que dor no braço!!".
Aproveito a oportunidade para parabenizar aos alunos que souberam impor a opinião, tentando nos convencer sobre os fatos.
E, é claro... Segue a dica: Leia Dom Casmurro. A experiência é garantida.
E depois de lê-lo, POR FAVOR... responda á pergunta do título.
Abraços!
Fizemos um piquenique na escola. Isso mesmo! Num hall vazio, em frente aos banheiros. Quebramos um paradigma! Quem foi que disse que para fazer piquenique precisa-se de um campo verdinho, cheio de flores e árvores? (Mas confesso: Eu ainda prefiro os piqueniques realizados no campo verdinho, cheio de flores e árvores...). Cada um de nós levou algo, e juntamos tudo. Tinha refrigerante, sucos das diversas qualidades, presunto e queijo, pão, Nutella, requeijão, e até pão de queijo!!
Mas, fazendo jus ao título do post, assisti um debate hoje.
Livro "Dom Casmurro", obra de Machado de Assis. Um clássico literário.
Para quem nunca leu, vou resumi-lo brevemente.
A professora Gi (Gyrlaine - Literatura/Redação), separou o 2º ano em defensores e acusadores de Capitu.
O debate correu friamente, e ambos os grupos debatiam sobre o assunto com certeza do que se falava, buscando provas de que isso era fato ou não. Citaram trechos do livro, buscando em suas entrelinhas algo que pudesse ir contra ou a favor de sua opinião.
Minha opinião pessoal sobre o livro, é de que Capitu não traiu Bento. Acreditei nisso desde que li o clássico. (Cerca de uns 2 anos atrás).
Os argumentos colocados pelos alunos foram muito bons. Tudo isso embalado ao respeito mútuo, as risadas finitas, e as frases da professora Gi, que filmava tudo atentamente dizendo "Aí, que dor no braço!!".
Aproveito a oportunidade para parabenizar aos alunos que souberam impor a opinião, tentando nos convencer sobre os fatos.
E, é claro... Segue a dica: Leia Dom Casmurro. A experiência é garantida.
E depois de lê-lo, POR FAVOR... responda á pergunta do título.
Abraços!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
The Bucket List - Antes de Partir
Viagens, dinheiro, fama e poder. Tudo isso é tudo o que envolve o universo fútil de Edward Cole (Jack Nicholson). Mas, isso tudo é colocado em contraste quando o mesmo se encontra com Carter Chambers (Morgan Freeman), um mecânico que vive em família, em um quarto de hospital.
Até que ambos descobrem que lhes restam apenas seis meses de vida, e também um desejo em comum: Aproveitar esses meses para realizar os desejos que sempre tiveram na vida antes de "baterem as botas", e embarcam numa aventura relevante.
O filme é maravilhoso, bem escrito e interpretado, além de nos colocar á pensar sobre o que temos vivido.
Se você não viu ainda, vá á próxima locadora rapidamente. Eu já o assisti duas vezes, a o assistiria novamente sem problemas.
E, acima de tudo: Encontre a alegria de viver!
(Ps: O trailer está aqui para quem quiser ver!)
Até que ambos descobrem que lhes restam apenas seis meses de vida, e também um desejo em comum: Aproveitar esses meses para realizar os desejos que sempre tiveram na vida antes de "baterem as botas", e embarcam numa aventura relevante.
O filme é maravilhoso, bem escrito e interpretado, além de nos colocar á pensar sobre o que temos vivido.
Se você não viu ainda, vá á próxima locadora rapidamente. Eu já o assisti duas vezes, a o assistiria novamente sem problemas.
E, acima de tudo: Encontre a alegria de viver!
(Ps: O trailer está aqui para quem quiser ver!)
terça-feira, 8 de abril de 2008
O desabafo de Ana Paula e o meu também!
Hoje dei uma volta pelo Youtube, para relembrar momentos que marcaram minha vida espiritual e deparei-me com a melhor parte do nono congresso, na minha opinião.
Concordo com exatamente tudo o que a Ana Paula disse nesse dia. É incrível.
E, parece que quanto mais nós nos achegamos á Deus, ou o obedecemos, as coisas ficam mais difíceis, e as pessoas mais errôneas e julgadoras.
Mas, sempre... Conhecerei e prosseguirei em Te conhecer, Senhor.
Pra quem quiser dar uma olhadinha, vale a pena!
(PS: O André Valadão está com o cabelo raspado devido ao voto nazireu.)
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