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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O melhor do Brasil...

Vi na revista "Vida Simples" e gostei muito.

Estão aqui 100 coisas que nos fazem gostar do nosso país:

1 - Guimarães Rosa
2 - Cidades históricas de Minas
3 - Pão de queijo
4 - Cafézinho
5 - Padaria
6 - Piada de Português
7 - Sorriso
8 - Os trapalhões
9 - Turma da Mônica
10 - Banana (a preço de banana)

11 - Brigadeiro
12 - Feira
13 - Pastel de Feira
14 - Rapadura
15 - Tapioca
16 - Chita
17 - Festa Junina
18 - Rio São Francisco
19 - Rio Negro e Rio Solimões
20 - Cordel

21 - Cuíca
22 - Chorinho
23 - Samba
24 - MPB
25 - Carnaval
26 - Futebol da Várzea
27 - Pelé
28 - Torcida do Flamengo
29 - Ginga e Manemolência
30 - Caetano Veloso

31 - Fitinha do Senhor do Bonfim
32 - Bahia
33 - Tropicália
34 - Os novos baiano
35 - Capoeira
36 - Diversas religiões
37 - Mulata
38 - Índio
39 - Rede
40 - Programa de Índio

41 - Pão de Açúcar
42 - Oscar Niemeyer
43 - Chico Buarque
44 - Vinícius de Moraes
45 - Machado de Assis
46 - Real gabinete de Leitura
47 - Deus e o Diabo
48 - Réveillon em Copacabana
49 - Reggae em São Luís
50 - Parada Gay na av. Paulista

51 - As maiores comunidades Japonesa e Italiana fora de seus países de origem
52 - Maior bacia hidrográfica do mundo
53 - Mata Atlântica
54 - Amazônia
55 - Açaí
56 - Guaraná
57 - Tubaína
58 - Bolo de Rolo
59 - X-tudo
60 - Dogão

61 - Camisas Hering
62 - Leite de rosas
63 - Havaianas
64 - Lotação
65 - Almoço por kg
66 - Pipoca com queijo
67 - Novela
68 - Fernanda Montenegro
69 - Paulo Autran
70 - Dupla Caipira

71 - Elis e Tom
72 - Nomes compostos
73 - João Gilberto
74 - Dona Ivone Lara
75 - Padrinhos e Madrinhas
76 - Masp
77 - Hélio Oticica
78 - Aleijadinho
79 - Volpi
80 - Luiz Gonzaga

81 - Carlos Drummond de Andrade
82 - A ong "Viva Cazuza"
83 - Veríssimo
84 - Inverno no Sul
85 -Chimarrão
86 - Vinho Gaúcho
87 - Alemães no Sul
88 - Rodízio de Churrasco
89 - Churrasco na Laje
90 - Chopp

91 - Cerveja estupidamente gelada
92 - Biquíni
93 - Praia
94 - Água de coco
95 - Cachaça
96 - Caipirinha
97 - Pimenta de cheiro
98 - Farofa
99 - Baião de dois
100 - ARROZ E FEIJÃO

E aí, algo pra acrescentar?

Bjs!


terça-feira, 7 de outubro de 2008

Sobre mulheres e frutas

Não sou das mais antenadas nas ondas e últimas modas, mas vez ou outra me assusto com o que aparece por aí. A última que me impressionou foi "as mulheres frutas". Sim, porque é uma tal de Melancia, Melão, Moranguinho, Jaca, e sei lá mais o que, que me surpreende. O que mais me choca é a capacidade do ser humano de associar coisas tão simples, como frutas, à pornografia. E o pior: a falta de amor próprio dessas mulheres ao se contentar com tão pouco...

Sim, isso me choca, e me faz sentir uma saudade imensa de quando as frutas se limitavam a dar nomes à hidratantes e perfumes.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Vidas Secas Humanas


Minha proposta de vida é alcançar um elevado objetivo: tornar-me humana, humanizar-me. Desafios são tarefas árduas, requerem trajetórias, não comportam imediatismos, apresentam obstáculos. Enfrento uma peleja diária com o feroz inimigo da minh’alma: eu mesmo.

Caminhos são estreitos. Na Biologia, somos classificados como pertencentes a espécie do homo sapiens, embora a tendência é a da desumanização do ser. Afastar do que é humano gera um processo de degradação, quer seja manifestar a animalização ou almejar a divinização do homem.

Graciliano Ramos escreveu a clássica obra “Vidas Secas”. Na paisagem do sertão nordestino, o autor descreve a decadência humana diante da pobreza, uma identidade deturpada. Fabiano, juntamente com sua família, são caracterizados como animais: falam pouco, resmungam, brigam, xingam, sobrevivem. Uma integrante do lar considerada a mais humana, solidária e sensível dentre todos, é a cachorra Baleia. A narrativa enfatiza a inversão das naturezas entre homens e animais.

As descrições no conto O lixo, de Suênio Trindade Alves, se assemelham quanto às indagações, afirmações e dúvidas de Fabiano, personagem de Graciliano. Este, no mesmo instante que afirma ser um homem, quando volta a olhar sua realidade, corrige dizendo: “Você é um bicho, Fabiano”. Aquela criatura, em algum momento se confunde com suas atitudes apresentadas pela bruta vida.

Opondo-se, também há algo perigoso e descaraterizador de indivíduos. Achar-se ser um "deus" e detentor de todo poder, cria-se uma distância da verdadeira identidade. Como ilustração, podemos citar o filme “Todo Poderoso”, encenado por Jim Carrey, no qual o jornalista Bruce Nolan, chateado com a vida passa a resmungar com Deus e este lhe oferece os poderes eternos. Por fim, Bruce admite que ser Deus não é facil e está visivelmente patente que ele se utilizou das prerrogativas metafísicas somente para a satisfação de seu ego.

A religião é propícia para tal questão. Ela sempre estimulou os homens a buscar ser o “Ser”, atingir a perfeição, ter o poder, divinizar-se. Evangélicos, mais do que nunca, montam um discurso triunfalista, arrogante e autoritário. Na história da igreja é perceptível que, vários conflitos entre determinados povos e nações se deu através do argumento religioso. Podemos citar, por exemplo, a Ruanda entre hutus e tutsis, as Cruzadas (cristãos e muçulmanos), a França com os Huguenotes (calvinistas), a Irlanda entre católicos e protestantes, a guerra santa do século XXI.

Ainda existem brigas para alcançar a religião, a doutrina e a teologia perfeita, para ser o próximo integrante do rol de membros dos bilionários do mundo, para se elevar diante das pessoas e desprezá-las, para ter o controle do mundo e o futuro nas mãos, para possuir cargos, posições, reconhecimento público e fama. A lógica do narcisismo invade e é permeada por toda a história humana.

Estou confusa: Há distinção entre o que é animalizado e endeusado? Parecem que ambos se fundem. Ando numa linha tênue, na corda bamba do alto de edifícios. Equilibro para não ser tentado nas secas vidas humanas. Preciso de pessoas, pois quando tropeçar, existem vidas que não me deixarão sucumbir no abismo da prepotência ou do vazio existencial, e vice-versa, até que juntos, alcancemos o alvo que nos inspira: ser exemplos de humanidade.

Pensem aí.
Beijos.